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Brasil continua na vanguarda em turismo de aventura
(10/06/2011) |
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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio do Comitê Brasileiro de Turismo (ABNT/CB-54), lançou, em março de 2011, quatro normas para o segmento de turismo de aventura, especificamente para as práticas de arvorismo e técnicas verticais. A iniciativa irá beneficiar atividades que são cada vez mais procuradas em destinos do Brasil e proporcionam lazer para todas as faixas etárias. A Comissão de Estudo de Arvorismo (CE-54:003.11) elaborou duas normas: a ABNT NBR 15508-1:2011 – Turismo de Aventura – Parque de Arvorismo – Parte 1: Requisitos das instalações físicas e a ABNT NBR 15508- 2:2011 - Turismo de Aventura – Parque de Arvorismo – Parte 2: Requisitos de operação, que são destinadas a qualquer organização que ofereça produtos com atividades de arvorismo com finalidade turística. Têm o objetivo principal de proporcionar segurança aos clientes e aperfeiçoamento da atividade. Já a ABNT NBR 15501:2011 – Turismo de Aventura – Técnicas Verticais – Requisitos para o produto e a ABNT NBR 15502:2011- Turismo de Aventura - Procedimentos foram elaboradas pela Comissão de Estudo de Técnicas Verticais (CE-54:003.09) e apresentam condições para os produtos das atividades de cachoeirismo, tirolesa, rapel e escalada, com foco na satisfação e na segurança dos clientes e condutores. As normas oferecem às empresas do setor os requisitos básicos para as práticas de turismo de aventura e podem servir de base para cursos de qualificação de condutores nas atividades de arvorismo e técnicas verticais. Segundo Alexandre Sampaio, gestor do ABNT/CB-54 e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, a profissionalização e o acompanhamento pelo poder público serão duas variáveis que resultarão da normalização. “Além da organização mais formal da iniciativa privada neste segmento, permitirá mais ofertas de empregos gerando renda e desenvolvimento em áreas carentes de atividade econômica”, afirma. O Brasil iniciou o processo de normalização em turismo de aventura em 2004, quando o Ministério do Turismo priorizou o segmento e foi criado o Projeto de Normalização em Turismo de Aventura, resultando em um primeiro conjunto de normas. “Os focos eram a qualidade e a segurança, uma vez que as empresas brasileiras não tinham referências consolidadas de boas práticas para as atividades”, lembra Leonardo Persi, coordenador de Eventos, Publicações e Normalização da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Aventura (Abeta) e secretário das Comissões de Estudo de Arvorismo e de Técnicas Verticais. Dados do relatório de impacto do Programa Aventura Segura, iniciativa do Ministério do Turismo em parceria com o Sebrae Nacional e a Abeta, mostram que o tíquete médio do ecoturista e do turismo de aventura no Brasil aumentou 165% entre 2008 e 2009. A estimativa de faturamento das empresas em 2009 foi de R$ 515 milhões. Como parte do Programa, a ABNT realizou a avaliação de 130 empresas em 16 destinos, de abril de 2010 a março de 2011. Para a certificação das empresas, é avaliada a conformidade à norma ABNT NBR 15331:2005- Turismo de aventura - Sistema de gestão da segurança, destinada às organizações que pretendem aumentar a satisfação e a segurança do cliente por meio da efetiva aplicação do sistema de gestão, incluindo processos para melhoria contínua e garantia da conformidade com os requisitos aplicáveis. A ABNT já publicou 28 normas técnicas de turismo de aventura e três delas (ABNT NBR 15331:2005 – Turismo de aventura - Sistema de gestão da segurança – Requisitos, ABNT NBR 15285:2005 – Turismo de aventura - Condutores – Competência de pessoal e ABNT NBR 15286:2005 – Turismo de aventura – Informações mínimas preliminares a clientes) compõem o embasamento para a normalização internacional na ISO. “No que se refere a equipamentos, procedimentos e instalações, as normas levam ao consumidor uma orientação confiável, fundamental no processo de escolha da oferta, graças ao excepcional desenvolvimento deste segmento nos |
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